Tenho degustado a minha consciência íntima, algo está diferente. Intervenientes foram redefinidos, o peso do polimorfismo, bem como a tela para a representação do horizonte de uma beleza particular e invulgar, é maior, e tudo isto enquanto me melindro cada vez mais com este subconsciente obscuro. Por outro lado, o meu espírito, quase sempre caracterizado pela adesão absoluta e voluntária aos factos, chegou a ter momentos de pusilanimidade, fraqueza e padecimento de metamorfopsia, um resultado natural deste estado de transfiguração. A génese de toda esta panóplia de diligências internas é provavelmente consequência de uma abstracção inexorável, um casulo de intimidação, dentro do qual o olhar mais profundo e penetrante me colocou a maturar. Agora, resta-me descobrir qual foi o resultado final...Beats, Bets, Brags - Life
terça-feira, 10 de agosto de 2010
A maturação através de um olhar.
Tenho degustado a minha consciência íntima, algo está diferente. Intervenientes foram redefinidos, o peso do polimorfismo, bem como a tela para a representação do horizonte de uma beleza particular e invulgar, é maior, e tudo isto enquanto me melindro cada vez mais com este subconsciente obscuro. Por outro lado, o meu espírito, quase sempre caracterizado pela adesão absoluta e voluntária aos factos, chegou a ter momentos de pusilanimidade, fraqueza e padecimento de metamorfopsia, um resultado natural deste estado de transfiguração. A génese de toda esta panóplia de diligências internas é provavelmente consequência de uma abstracção inexorável, um casulo de intimidação, dentro do qual o olhar mais profundo e penetrante me colocou a maturar. Agora, resta-me descobrir qual foi o resultado final...domingo, 23 de maio de 2010
Sentido como contrário de sentir.
Existem épocas aleatórias em que algo leva a crer que nem tudo o que interage connosco - seja de forma activa ou passiva - no âmbito existencial, está completamente consistente (ou certo). Podemos não ter momentaneamente a faculdade de discernir o que é, do que se trata, mas temos essa consciência através de um fenómeno irrevogavelmente nada lógico, o sentimento. A partir deste, nada pode ser provado, verdade seja dita, por mais proposições e argumentos que nos consigamos lembrar, todos os nossos sentimentos num dado instante das nossas vidas são impossíveis de estabelecer em forma de verdade incontestável, são irracionais. É atingido um paradigma, que desde a nossa nascença nos acompanha: se nada podemos provar a partir do sentimento, então nem existe tal coisa, pois a única forma de a demonstrar é sentido, algo que não podemos utilizar e tudo continua na mesma, ou parece continuar, porque ironicamente sinto que não está. De facto, não conseguindo confirmar a veracidade de algo através da nossa consciência intima tudo se transforma...Vivemos num lugar onde muitos falam de racionalidade, onde se exorta a necessidade de um comportamento mais racional, onde se sente que é isso que nos falta para atingir algo incrível e chegar a um patamar melhor - erros em demasia, erros levados a agir em função dos sentimentos (um fruto de pensar de forma paralela aos mesmos). Eu, ironicamente sinto, que quase todos nunca saberão o que é racionalidade, que quase nada alguma vez fará sentido.
domingo, 16 de maio de 2010
De intersecções para a intercessão.
Na singularidade da ausência momentânea de conteúdo nos caminhos pelos quais a minha faceta endógena vagueia, vi-me no dever de aceder a qualquer tipo de fenómeno de intercessão que despertasse algo fora da área onde normalmente me condenso, uma forma de explorar um paralelismo que poderá ser interessante no porvir. Existem questões que se impõem, factos que se cruzam e horizontes que desabam numa dimensão onde a atenção que os alimenta já não vai ser dada por mim - quando a intersecção dos factos que os construíram nada mais dá que um conjunto vazio. Não vejo interesse em continuar, estou cansado ou sou preguiçoso - talvez ambos, e não me apetece reconstruir vezes sem conta pelo prazer de observar tudo a cair, por agora.
sábado, 10 de abril de 2010
Autómato de circunspecção.
O cessar do estado fechado das percepções que manipulam os sentidos trazem-me uma realidade benevolente, desencadeiam diligências para proceder à verificação deste novo modo de tudo acontecer, mas nada do que aparenta estar presente é verificado de forma assertiva. É um processo realizado vezes sem conta, sempre com a mesma resposta, como se este algoritmo embutido em mim nunca fosse suficientemente alimentado para produzir um fenómeno tautológico, é o momento em que as sensações abrem caminho à liberdade indubitável, e única verdade, do autómato em que estou transformado.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Um olhar ao pretérito recente.
Tudo parecia normal de uma forma, tudo guardava uma beleza particular de outra. Num instante, quando nada minimamente semelhante se esperava, ostracizei-me do resto da sociedade por momentos. Era algo pensado e ponderado, apesar de imprevisto na ocasião, tudo o que era expectável foi largamente superado e muito do que era inesperado passou por mim de uma forma que as palavras não descrevem, e não falo de sentimentos (esses são uma fraqueza da nossa condição), falo de sensações, e que sensações. Como se o coração já não fosse mais necessário, pois o sangue era agora impulsionado até perto da velocidade da luz por entre as minhas veias e artérias através de milhões de turbinas que iam sendo ligadas pela primeira vez, com uma aceleração exponencial, naquele curto espaço de tempo. Não precisava de racionalizar, tudo passou a vir de uma forma natural, tinha chegado ao final do meu horizonte, a paisagem com que sonhava havia sido ultrapassada, esta era a perfeição agradável à vista, a monumental cativação do espírito, a utopia que via a luz do dia. Nunca liguei muito aos princípios pelos quais se formam todos os juízos de valor morais ou estéticos da sociedade (apesar de estar inequivocamente ligado à mesma), mas ali a minha liberdade era total, sempre pensei que antes também o era, mas esta realidade, nem atingível até agora de forma imaginária, abriu (muitas) novas perspectivas, criando um plano perpendicular a tudo o resto. Com isto não quero dizer que vá tentar recuperar o passado, não preciso de mais, não tenho a necessidade de viver duas vezes, e este como tudo o que é demasiado bom, também é demasiado perigoso...
Há dias e Dias...
Nenhum dia volta a acontecer, mas este... ai ui (e não, ainda não mijei para a boca de ninguém, é o outro sonho).
quinta-feira, 11 de março de 2010
O prelúdio da morte.
Na contingência de tal vir a suceder de forma imprevista, aqui confio as quase últimas, muito quase, palavras como manifestação de ânimo para com o conjunto de astros a que o Sol serve de centro, em particular ao planeta Terra. A minha idiossincrasia sempre teve limite para o nulo, sem lhe tocar, mas perto de o roçar e é nessa resignação quanto ao tema supracitado que me remeto à demonstração de amor também acima citada. A translineação desta página do livro da vida, de mãos dadas à translação de sentimentos para mim (com os meus sinceros agradecimentos devido às sensações nunca antes provadas), oferece de forma muito aguda um novo sentido a esta obra, afectando de forma subliminar a identidade que um dia teve a ideia de a criar. Assim, acomodo as palavras, que me seguiram durante tantas páginas coloridas ou cinzentas, e as páginas, que me acompanharam durante tantos capítulos com final sem tinta, no topo da minha estante, sempre reservado e guardado pela poeira, porque a minha história não necessita de um final, somente de uma eterna continuação...
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Sitio onde o Sol não se põe...

Navegava eu no meu interior, na fronteira da minha quase sempre inexorável mente durante mais um sono profundo, quando sou alertado para a presença de um vulto muito pouco vulgar devido à sua desconformidade em relação ao conceito de beleza a que sempre estive habituado. Um tornado de pensamentos e ideias, meras tentativas de compreensão do que ali se oferecia à vista, deixou somente uma palavra para trás, "Ignorância". O meu primeiro palpite, ligando o vulto e a anteriormente referida desconformidade à palavra revelada, tomou-o como ignorante erradamente, e muito rápido me apercebi disso, logo vi que tinha sido eu quem se tinha tornado ignorante pela forma como havia limitado os meus horizontes e percepções do que era belo. Agora entendia, regozijava pela nova descoberta e passava a apreciar o meu redor de forma completamente diferente, juntava infinitas possibilidades ao elemento que pensava ser sempre compacto e, dessa forma, absolutamente convergente.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Horizontes de uma beleza particular e invulgar.
Muito próximo de ser devolvido à inócua rotina de um invulgar estudante sinto-me ocioso em relação aos tempos vindouros. Novas vontades, novas realidades... A verdade é que se anteriormente os meus desejos e curiosidades tinham tons de Primavera - de verde e castanho - e um corpo moldável, dando-nos uma sensação de controlo absoluto sobre o futuro a que só alguns têm acesso, agora sinto-me inspirado pela cor que marca o Inverno - o contraste minimalista, a expansão virtual do espaço onde nos perdemos no tempo - e densidades muito mais baixas que ao que (quase) todos estão habituados, de uma necessidade de cuidado e atenção extremos para que não corramos o risco de que tudo se desvaneça em meio instante, simplesmente posso dizer que me antevejo neste horizonte de uma beleza particular e invulgar.terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Parecia tão simples...
Toda uma neblina que paira sobre os factos refutados por quem não tem o discernimento para realizar tais considerações, nem, quiçá, sequer ponderar acerca do sexo dos anjos. A partir de tudo isto somos remetidos para uma realidade paralela onde a nossa ignóbil existência é vangloriada como se um acto divino inexplicável fosse o seu ponto de partida. A maior parte de nós, humanos (?), vive nessa realidade exercendo tentativas sem fim de explanar o impossível... Porquê?A minha resposta tem um âmbito não generalizável pela independência de pensamento à qual me imponho, dessa forma, prefiro não partilhá-la de forma a evitar más interpretações. No entanto, posso dizer que neste momento um garrote me daria algum jeito.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Era uma vez...
Olá, este é o meu blog.
Disseram-me que precisava de um blog para ser indie.
Agora, se fizer um mySpace passo a ser 98% indie.
Não seja por isso, mySpace está fora de questão.
Também não tenho dinheiro para calças verdes.
Isto para ti não faz o mínimo sentido?
Pois, não é este o blog que procuras.
Disseram-me que precisava de um blog para ser indie.
Agora, se fizer um mySpace passo a ser 98% indie.
Não seja por isso, mySpace está fora de questão.
Também não tenho dinheiro para calças verdes.
Isto para ti não faz o mínimo sentido?
Pois, não é este o blog que procuras.
