sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Sitio onde o Sol não se põe...

Navegava eu no meu interior, na fronteira da minha quase sempre inexorável mente durante mais um sono profundo, quando sou alertado para a presença de um vulto muito pouco vulgar devido à sua desconformidade em relação ao conceito de beleza a que sempre estive habituado. Um tornado de pensamentos e ideias, meras tentativas de compreensão do que ali se oferecia à vista, deixou somente uma palavra para trás, "Ignorância". O meu primeiro palpite, ligando o vulto e a anteriormente referida desconformidade à palavra revelada, tomou-o como ignorante erradamente, e muito rápido me apercebi disso, logo vi que tinha sido eu quem se tinha tornado ignorante pela forma como havia limitado os meus horizontes e percepções do que era belo. Agora entendia, regozijava pela nova descoberta e passava a apreciar o meu redor de forma completamente diferente, juntava infinitas possibilidades ao elemento que pensava ser sempre compacto e, dessa forma, absolutamente convergente.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Horizontes de uma beleza particular e invulgar.

Muito próximo de ser devolvido à inócua rotina de um invulgar estudante sinto-me ocioso em relação aos tempos vindouros. Novas vontades, novas realidades... A verdade é que se anteriormente os meus desejos e curiosidades tinham tons de Primavera - de verde e castanho - e um corpo moldável, dando-nos uma sensação de controlo absoluto sobre o futuro a que só alguns têm acesso, agora sinto-me inspirado pela cor que marca o Inverno - o contraste minimalista, a expansão virtual do espaço onde nos perdemos no tempo - e densidades muito mais baixas que ao que (quase) todos estão habituados, de uma necessidade de cuidado e atenção extremos para que não corramos o risco de que tudo se desvaneça em meio instante, simplesmente posso dizer que me antevejo neste horizonte de uma beleza particular e invulgar.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Parecia tão simples...

Toda uma neblina que paira sobre os factos refutados por quem não tem o discernimento para realizar tais considerações, nem, quiçá, sequer ponderar acerca do sexo dos anjos. A partir de tudo isto somos remetidos para uma realidade paralela onde a nossa ignóbil existência é vangloriada como se um acto divino inexplicável fosse o seu ponto de partida. A maior parte de nós, humanos (?), vive nessa realidade exercendo tentativas sem fim de explanar o impossível... Porquê?

A minha resposta tem um âmbito não generalizável pela independência de pensamento à qual me imponho, dessa forma, prefiro não partilhá-la de forma a evitar más interpretações. No entanto, posso dizer que neste momento um garrote me daria algum jeito.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Era uma vez...

Olá, este é o meu blog.

Disseram-me que precisava de um blog para ser indie.

Agora, se fizer um mySpace passo a ser 98% indie.

Não seja por isso, mySpace está fora de questão.

Também não tenho dinheiro para calças verdes.

Isto para ti não faz o mínimo sentido?

Pois, não é este o blog que procuras.