A natural ascensão das impressões produzidas por tudo o que é exterior ao espírito - e posterior conversão em ideias ou percepções - actua paralelamente em todos os nossos sentidos. Acima de tudo, todos eles, são catalisadores para uma experiência única em singular, experiência essa que é normalmente subestimada (levando ao seu consequente desaproveitamento). É através deles que realmente se sente e pelos quais somos levados para um conjunto de circunstâncias que espelham a nossa face crua, a nossa mais pura inocência.Agora, que conseguimos atingir esse estado, partindo de um aglomerado de sensações é-nos dada a possibilidade de dividir o tempo em instantes e, como se tivéssemos o poder de parar o mesmo, podemos em seguida saborear cada quantum de cada vez, calmamente, até que pela soma das partes atingimos um todo e somos brindados com a possibilidade de passar à próxima presença, num processo libertador e causador de deleite, aptos a viciar o sistema.
