
Navegava eu no meu interior, na fronteira da minha quase sempre inexorável mente durante mais um sono profundo, quando sou alertado para a presença de um vulto muito pouco vulgar devido à sua desconformidade em relação ao conceito de beleza a que sempre estive habituado. Um tornado de pensamentos e ideias, meras tentativas de compreensão do que ali se oferecia à vista, deixou somente uma palavra para trás, "Ignorância". O meu primeiro palpite, ligando o vulto e a anteriormente referida desconformidade à palavra revelada, tomou-o como ignorante erradamente, e muito rápido me apercebi disso, logo vi que tinha sido eu quem se tinha tornado ignorante pela forma como havia limitado os meus horizontes e percepções do que era belo. Agora entendia, regozijava pela nova descoberta e passava a apreciar o meu redor de forma completamente diferente, juntava infinitas possibilidades ao elemento que pensava ser sempre compacto e, dessa forma, absolutamente convergente.
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